Soluço, arroto e refluxo podem ter relação com hábitos alimentares

 

 

 

Soluço, arroto e refluxo podem ter relação com hábitos alimentares             

Bem Estar  deu dicas para evitar esses problemas.
É importante evitar jejum prolongado e refeições muito grandes e pesadas.

G1, em São Paulo

Como evitar refluxo, soluço e arroto? Essas reações desagradáveis do corpo têm relação com o aparelho digestivo e podem ser influenciadas pela alimentação e hábitos do dia a dia. No Bem Estar desta quinta-feira (27), o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e a nutricionista Maria Gandini explicaram o que comer, beber e fazer para evitar esses problemas.

De acordo com o cirurgião Fábio Atui, o refluxo acontece quando a válvula que separa o estômago do esôfago não funciona direito, fazendo com que o conteúdo extrapole. Isso pode gerar sintomas, como queimação na garganta, dor e até mesmo tosse.

No caso do bebês, isso pode acontecer porque eles ainda não têm o sistema nervoso totalmente formado, o que interfere também no funcionanento do intestino e esôfago, como explicou o médico. Quando ele cresce, no entanto, essa capacidade de contração do aparelho digestivo evolui. É importante, porém, que os pais estimulem a deglutição e mastigação (veja no vídeo abaixo).

Para evitar esses problemas, existem algumas dicas. Veja abaixo:

Coma devagar e diminua a garfada: comer rápido pode provocar soluços porque a rapidez nos movimentos causa incoordenação na hora de engolir. Se o garfo tiver muita comida também, a entrada do ar pode favorecer o surgimento do arroto.
Não coma deitado: comer sentado é a melhor forma de garantir que a comida vai fazer o caminho correto e não voltar, causando o refluxo.
Coma a cada 3 horas e evite jejum prolongado: se você fica sem comer por muito tempo e exagera em uma única refeição, o estômago libera muito ácido para conseguir digerir aquela quantidade, aumentando o risco de refluxo e arroto, por exemplo. Se você come fracionado e em quantidades menores, o estômago aprende a liberar quantidades menores de ácido.
Mastigue bastante: isso evita que a comida fique muito sólida e, quanto mais pastosa, mais fácil de engolir, digerir e absorver.
Não beba muito líquido enquanto come: ao exagerar, você pode dificultar a entrada do alimento no estômago, levando a arrotos, refluxos e soluço. O ideal é tomar até 200 ml, aos poucos durante a refeição, e evitar bebidas gaseificadas.
Para parar o soluço: se for um soluço leve, prender a respiração pode ajudar. Mas se for mais persistente, a principal dica é tomar um gole de água e engolir de ponta cabeça, como mostrou o cirurgião Fábio

REMEDIO CASEIRO

REMEDIO   CASEIRO      PARA   SARDAS

 

Um  excelente remédio caseiro para  diminuir as sardas

Do rosto é a AS de pepino   e de azeite de oliva   

INGREDIENTES  :

1 pepino

1 colher (chá) azeite de oliva

1 colher (cha) amido de milho

1 colher( sopa ) de farinha de trigo

200 ml de água 

MODO DE PREPARAR

Bata no liquidificador o pepino com a água. Coar esse liquido em um pano limpo ou

Coador de algodão. Em um recipiente coloque  o suco do pepino com os outros ingredientes 

E misture bem  até  obter uma pasta homogênea.Se achar  que a  consistência da mascara  ficou muito líquida  acrescente mais farinha de trigo.

Aplique a mascara de pepino no rosto á noite de modo que o indivíduo  durma com  a mascara e só retire pela manhã  utilizando água gelada. Esse procedimento deve ser  feito  pelo  menos 

Duas vezes por semana.Esse  remédio  caseiro  ajuda a clarear a pele e a diminuir  essas  manchinhas    mostrando  seus  resultados  ainda  no  primeiro   mês  de  tratamento 

 

COMO  REMOVER  CRAVOS  DA  PELE

Uma  ótima dica para remover  os  cravos  pretos  da  pele do rosto

e do nariz é só lavar o rosto com água morna. Secar bem e depois

Aplicar uma mascara caseira  a base de  gelatina e leite,pois com a sua retirada   os  cravos  e até  mesmo  pequenos pelinhos  do rosto  serão

removidos  completamente.

INGREDIENTE

1 colher (sopa) de gelatina  sem  sabor

1 colher (sopa) de leite

MODO  DE  PREPARAR

Colocar  os ingredientes  em  um  recipiente,  misture  bem e  leve ao

micro ondas por 10 segundos ou até ficar morno. Aplique com um pincel

no rosto todo fazendo  uma camada grossa  nas regiões  do nariz  e  do  queixo pois são as áreas  que costumam ter mais cravinhos.

Deixe a mascara atuar por 15 minutos.Depois retire  a  mesma puxando-a pelas laterais.

Para manter a pele  devidamente limpa e evitar a formação desses  cravinhos é indicado manter bons hábitos como limpar o rosto  adequadamente  com uma loção de limpeza  de acordo com  o tipo de pele . Aplicar  um bom tônico facial e em seguida aplicar uma fina camada de hidratante facial todos os dias.

IMPORTANTE: N ao aplicar essa máscara  em espinhas,pois pode ferir a pele.

 

Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Nutrição Esportiva

Por leonardo em 15/10/2014

Todo mundo quer ser saudável. Uma das marcas da geração Y, que vive agora seu auge, é a busca por saúde e perfis corporais perfeitos, tornando estes indivíduos cada vez mais preocupados com o que fazem, o que comem e quais os resultados esperados das suas mudanças. Por este motivo, muitos especialistas em carreira consideram a nutrição uma das profissões do futuro, já que estes profissionais são capazes de adequar nossa alimentação e nosso estilo de vida dentro dos tão desejados parâmetros nutricionais e corporais.

Um ramo da nutrição que vem crescendo a pleno vapor é a esportiva, mas você sabe por que ela se diferencia da nutrição tradicional e se você deve ou não procurar um nutricionista esportivo? Vamos tirar estas e muitas outras dúvidas sobre este assunto neste post de hoje. Confira!

O que é Nutrição Esportiva?

Vamos começar definindo o que é este ramo da nutrição. A nutrição esportiva é a prática de técnicas nutricionais e alimentares direcionadas para a prática de exercícios físicos, com foco na melhora do desempenho, da performance e até mesmo de padrões corporais preestabelecidos para praticantes e atletas.

Quem pode atuar nesta área?

Teoricamente qualquer profissional formado em um curso de nutrição reconhecido pelo MEC pode atuar como nutricionista esportivo, já que este assunto é um dos componentes da grade escolar das faculdades de nutrição. De qualquer maneira, ainda é recomendado que estes profissionais passem por um curso de pós-graduação lato sensu ou stricto sensu, que aborde o tema, para que se tornem especialistas no assunto.

Recomendamos que, caso você opte por se consultar com um nutricionista esportivo, verifique se ele realizou cursos ou pós-graduações direcionadas a este assunto, para garantir que ele está apto para te ajudar a atingir seus objetivos finais.

Quem pode se beneficiar deste tratamento?

Não é qualquer paciente que deve procurar a ajuda de um nutricionista esportivo. Este profissional, conforme discutimos no item anterior, é especializado em tratar necessidades nutricionais de atletas ou praticantes de algum tipo de atividade física. Se você tem como objetivo final somente perder alguns quilinhos, ganhar peso, tratar algum distúrbio alimentar ou doença relacionada com a alimentação, o nutricionista esportivo não é o seu profissional. Este especialista vai trazer melhor resultado a frequentadores de academia, praticantes de atividade física regular leve, intensa ou moderada, esportistas e atletas de ponta.

Por que ela é diferente da nutrição normal?

A nutrição esportiva segue premissas do ramo da nutrição clínica, já que é também voltada para o monitoramento do metabolismo energético e nutricional do corpo humano. A diferença destes dois profissionais é que o nutricionista clínico é responsável por tratar distúrbios nutricionais relacionados a doenças ou a qualidade da alimentação de um indivíduo comum, que só tem como objetivo final a melhora da qualidade de vida. Já o nutricionista esportivo tem como objetivo influenciar na melhora da prática esportiva de algum atleta, alterar a composição corporal de algum frequentador de academia ou reforçar a alimentação de quem pratica atividades físicas intensas.

O que são Suplementos? Eles são essenciais na Prática Esportiva?

A nutrição esportiva anda de mãos dadas com a temática dos suplementos nutricionais. Os suplementos nutricionais são, originalmente, complementos alimentares de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas ou minerais, que são oferecidos a indivíduos que estão com deficiência de algum destes nutrientes na sua alimentação diária.

Os suplementos sempre foram utilizados na prática clínica, para reforçar o estado nutricional de pacientes debilitados por alguma doença ou internados a longo prazo em um hospital. A utilização destes complementos alimentares na atividade física começou a ser explorada quando a ciência descobriu que atletas apresentavam necessidades nutricionais muito elevadas quando comparados a indivíduos normais. Além disso, muitas vezes eles não eram capazes de suprir esta deficiência através da alimentação. Sendo assim, muitos profissionais da área da saúde começaram a suplementar seus atletas e obter melhores resultados em suas performances esportivas.

Hoje em dia, a suplementação é considerada essencial para praticantes de atividades físicas que gastam mais de uma hora em algum exercício. A reposição de carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e até gorduras é feita de maneira individualizada, de acordo com a necessidade de cada praticante.

Algumas pessoas ainda são capazes de repor estas deficiências nutricionais somente através da alimentação, dispensando portanto o uso de suplementos, mas a utilização ou não-utilização destes produtos na alimentação diária de um praticante deve ser definida por um nutricionista esportivo.

Posso me suplementar sem a ajuda de um Nutricionista?

Qualquer um pode entrar em uma loja de suplementos nutricionais e comprar um dos produtos disponibilizados para consumo, mas esta não é a atitude recomendada se você quer alcançar seus objetivos com saúde. Somente o nutricionista, e em especial o especializado em esportes, vai saber te indicar qual suplemento utilizar e qual a quantidade ideal para seu consumo, garantindo atingir suas metas de maneira mais rápida e eficiente.

Como é a atuação do Nutricionista Esportivo em clínicas?

O nutricionista esportivo é capaz de atender em clínicas e consultórios particulares, recebendo praticantes de musculação, esportes, e, até mesmo, atletas que precisam de um tratamento individualizado mais restrito. Neste ambiente ele atua como um nutricionista clínico, explorando as necessidades do paciente através de uma anamnese e prescrevendo um plano nutricional individualizado para cada um deles. Os resultados são acompanhados e ajustados em visitas posteriores.

Como é a atuação do Nutricionista Esportivo em Esportes?

O nutricionista que atua diretamente com esportes pode atender em clínica individualizada, conforme citamos no item acima, ou trabalhar em um clube ou time, contratado como parte do corpo de profissionais do local. Neste segundo caso, além de cuidar diretamente da produção da alimentação destes profissionais, ele também avalia necessidades individuais de cada atleta, visando a melhora da performance destes indivíduos.

Um Educador Físico pode substituir o Nutricionista na Minha Nutrição?

A prática da prescrição e orientação nutricional é considerada exclusiva do nutricionista, de acordo com a legislação do Conselho Federal de Nutricionistas. Por este motivo, qualquer profissional de Educação Física (especialmente professores de academia e treinadores) que realizam esta prática estão infringindo a legislação e agindo com má fé e falta de ética com seus alunos. Este tipo de atitude, se denunciada ao Conselho de Educadores Físicos de sua região, pode acarretar multa e suspensão da autorização da prática por estes profissionais.

Os 7 Benefícios da Água de Coco Para Saúde

 

Os 7 Benefícios da Água de Coco Para Saúde

A Água de coco é o líquido encontrado no interior do coco, Esta água pode oferecer muitos grandes benefícios para a saúde que podem melhorar a vida de uma pessoa de várias maneiras. Alguns destes benefícios para a saúde incluem:

Hidratação: Beber água de coco pode repor os fluidos em seu corpo, e fornece nutrientes essenciais que não estão disponíveis em água regular. Na verdade, a água de coco pode ser uma opção melhor em comparação com as bebidas esportivas populares, porque ajuda a restaurar os eletrólitos no corpo sem o açúcar e produtos químicos adicionados que são encontradas nas bebidas esportivas.

Acelera o Metabolismo: A água de coco é naturalmente livre de gordura e baixa em calorias e também aumenta o seu metabolismo. Esses benefícios torná-lo um grande suplemento para usar durante a perda de peso e pode ajudar você a se livrar dos quilos extras quando ele é combinado com outros hábitos saudáveis.

Baixa Pressão Arterial: A água de coco tem uma baixa quantidade de sódio e uma grande quantidade de potássio, que é a combinação perfeita para reduzir os níveis de pressão arterial. Além de beber água de coco, você também deve comer outros alimentos integrais, naturais para o máximo de benefícios para saúde.

Prevenção de Doenças: A água de coco tem propriedades anti-virais e bebê-lo em uma base regular irá ajuda-lo a combater infecções e doenças. Na verdade, alguns especialistas em saúde têm sugerido que a água de coco ajuda a estimular o sistema imunológico, além de tratar qualquer condição de saúde atual, o que significa que ela pode prevenir doenças futuras.

Remover Toxinas: as toxinas que se acumulam no nosso corpo a cada dia, como resultado de processos normais do corpo e do meio ambiente em que vivemos. Ao se beber água de coco irá ajudar-lo o corpo a se livrar dessas toxinas de forma rápida e eficiente.

Alivia Queimaduras: Se você tiver sido queimado, ou por um objeto quente ou uma queimadura de sol, a água de coco pode ser aplicado diretamente sobre a queimadura, a fim de curar e suavizar a pele. Além disso, ele pode ajudar a curar queimaduras internas no esôfago que podem ser causados por refluxo ácido.

Os Níveis de Oxigênio: Altos níveis de oxigênio no corpo são importantes para o funcionamento ideal dos principais órgãos. A água de coco ajuda a transportar oxigênio e nutrição para as células, que mantém todas as áreas do corpo funcionando bem.

Os 8 Benefícios da Sementes de Chia para Saúde

Os 8 Benefícios da Sementes de Chia para Saúde

A Chia é nativa do sul e do centro do México e Guatemala. Foi cultivado pelos astecas que a consideravam um superalimento. Guerreiros astecas se sustentavam por um dia inteiro com uma única colher de sopa deSementes de Chia.  A Sementes de Chiadesapareceram da região depois da conquista espanhola, porque os espanhóis proibiram os alimentos que foram ligados a tradição asteca. Hoje, Sementes de Chia ter visto um ressurgimento como um superalimento e são populares entre os consumidores preocupados com a saúde. Leia mais sobre os 8 Benefícios da Sementes de Chia para saúde.

Benefícios da Sementes de Chia para Perda de Peso: Os Benefícios da Sementes de Chia para a Perda de Peso e porque elas são ricas em fibras solúveis e Proteína , Além disso elas também têm um carboidratos que são digeridos lentamente. Esses dois fatores se combinam e ajuda a reduzir o apetite e aumentar a Queima de Gordura. Você já conhece o Método de emagrecimento fácil,  Com ele você irá ganhar uma consulta + 3 livros de receitas para Emagrecer. gostou né?  Clique Aqui é conheça esse Sensacional método de emagrecimento fácil!

sementes-de-chiaBenefícios da Sementes de Chia para Energia: Como mencionado na introdução, guerreiros astecas foram capazes de sustentar-se por um dia inteiro com uma colher de sopa de Semente de Chia. Isso ocorre porque as Semente de Chia são uma grande fonte de energia que pode ajudar a sustentá-lo através de treinos duros e outras tarefas extenuantes.

Benefícios da Sementes de Chia com o Ômega-3: O Óleo de Semente de Chia é rico emÔmega-3, e ácidos gordos do que qualquer outro alimento. Ômega-3 são essenciais para o corpo humano e ajudar a prevenir muitas doenças, incluindo doenças cardíacas, câncer, declínio cognitivo, a inflamação crônica e doença auto-imune.

Graças ao seu alto teor de , as são os alimentos perfeito para o cérebro. Muitas pessoas descobriram que a adição de em sua dieta melhora a memória, concentração e outras habilidades cognitivas.Links úteis:

Benefícios da Sementes de Chia Para o Cérebro: Graças ao seu alto teor de Ômega-3, asSementes de Chia são os alimentos perfeito para o cérebro. Muitas pessoas descobriram que a adição de Semente de Chia em sua dieta melhora a memória, concentração e outras habilidades cognitivas.

Semente de Chia é Rica em Antioxidantes: As Sementes de Chia são muito ricos em antioxidantes, na verdade eles realmente tem mais antioxidantes do que o Mirtilos. ComerSementes de Chia em uma base regular que pode ajudar a prevenir certas condições de saúde, tais como acidente vascular cerebral, doenças do coração e câncer.

Sementes de Chia Ajuda no Controle do Açúcar no Sangue: A Semente de Chia é um ótimo ingrediente para os diabéticos, porque ele ajudam a manter baixos os níveis de açúcar no sangue. É necessário que os diabéticos manter ativos os seus níveis de glicose, e a Semente de Chia ajudar neste processo.

beneficios-da-chiaSementes de Chia para Desintoxicação: O alto teor de fibras e antioxidantes na Sementes de Chia podem ajudar na desintoxicação. Quando a fibra é consumido, o corpo é efetivamente capaz de remover resíduos e toxinas do corpo. Além disso, os antioxidantes ajudam com a toxina e remoção de resíduos, que como eles trabalham para eliminar os radicais livres.

Sementes de Chia Como Anti-inflamatórios: As Sementes de Chia consumidas em uma base regular podem reduzir a inflamação no interior do corpo, porque as Sementes de Chia contêm ácidos gordos essenciais. Altos níveis de inflamação estão associadas com muitas condições de saúde, tais como artrite, doenças do coração, e dor crônica.

Cremes caseiros para reduzir manchas na pele

Cremes caseiros para reduzir manchas na pele

texto extraído do blogger  melhor com saúde

Nossa pele sempre se verá exposta a coisas nocivas que nos rodeiam diariamente, denominadas agressões externas, essas com o tempo ajudam no aparecimento de ressecamento, imperfeições, rugas e, principalmente, manchas. Estas manchas também aparecem graças à idade, especialmente em mulheres com mais de 55 anos, ainda que as manchas também sejam provocadas pela acne e outros problemas cutâneos.

Como sempre, a ideia é tratar de evitar os produtos que contenham químicos ou, pelo menos, aqueles que contenham muitos químicos, para que a pele fique muito mais saudável. Por isso que no dia de hoje oferecemos uma série de receitas caseiras que nos ajudarão principalmente a eliminar as manchas de nossa pele.

Receitas caseiras

Leite em pó e água oxigenada

Basta colocar em um recipiente um par de colheres de leite em pó, depois adicionar algumas gotas de água oxigenada (Vol.10), adicione algumas de glicerina para dar a plasticidade. Quando uma espécie de creme tenha se formado, aplique no rosto na parte da noite, deixe atuar por 15 ou 10 minutos antes de enxaguar com água fria.

Aloe vera

Aloe-vera-pecas

Corte alguns caules desta planta, depois abra como se fosse um pão para poder extrair toda sua polpa. Misture a polpa com um pouco de água. Aplique sobre as manchas em sua pele e deixe atuar por 15 ou 10 minutos antes de enxaguar com água fria.

Iogurte

Iogurte

O iogurte não só funciona, como também é o mais recomendado. Serve também o creme ou o creme de leite como desvanecedores de manchas (derivados do leite). Aplique sobre a mancha ou sobre todo o rosto, toda noite por duas semanas.

Camomila

A infusão de camomila pode te ajudar a clarear a pele use-a como tônico ou adstringente. Empape com um algodão com a infusão bem fria e depois esfregue sobre seu rosto.

Mamão, cenoura e mel

Papaya

O mamão é uma fruta perfeita para suavizar a pele e trazer um tom mais adequado e uniforme. Faça um purê de mamão e adicione uma cenoura cozida bem ralada, depois adicione uma colher de mel. Mexa a mistura e aplique o creme resultante durante 30 minutos sobre sua pele.

Camomila e mel

Prepare uma infusão de camomila, como dissemos anteriormente, posteriormente adicione o mel. Agora somente aplique na zona da pele que for clarear, retire depois de 15 minutos aproximadamente.

Salsa

infusão salsa

Pegue a salsa e triture-a, o suco que for extraído empape um algodão com ele e aplique sobre as manchas e somente resta esperar os resultados.

Cenoura

Você vai precisar de uma cenoura, meio pepino e um raminho de salsa. Corte tudo em pedaços e triture tudo até conseguir uma pasta homogênea, caso deseje pode adicionar algumas gotas de azeite de oliva.

Guarde a pasta ou creme homogêneo dentro de um frasco com tampa na geladeira. Aplique durante 15 minutos, depois enxágue com água fresca. Faça este procedimento 3 vezes por semana.

Ácido láctico

O ácido láctico ajuda a clarear as manchas escuras na pele, além do mais, ele não irrita. O leite azedo e alguns soros do leite contêm ácido lático. Pegue um algodão e empape-o no leite e aplique sobre a pele manchada.

Lembre-se

Existem muitas manchas em nossa pele que são muito fortes e nem sequer os cremes naturais que recomendamos aqui podem ajudar, é melhor recorrer a um dermatologista ou ao seu médico de confiança.

05 DICAS COMO MANTEER SEU CORAÇÃO SAUDAVEL

 

Mantenha Seu Coração Saudável Com Essas 5 Dicas

Por leonardo em 17/09/2014

O coração é um órgão vital que funciona basicamente como uma bomba propulsora do nosso sangue. Seu funcionamento adequado permite que tenhamos uma vida ativa e que nos adaptemos às diferentes situações de esforço, estresse ou cansaço. Porém, o estilo de vida moderno vem prejudicando muito a saúde desse órgão tão especial, fazendo com que ele trabalhe muito mais do que deveria e em condições que não são ideais.

O sedentarismo, a má alimentação, o tabagismo e muitos outros hábitos tão comuns para algumas pessoas são verdadeiros venenos para o bem-estar desse nosso amigo do peito. Quer saber como proteger seu coração, reduzir os riscos de desenvolver doenças e levar uma vida mais sadia? Aprenda com as nossas dicas:

Controle sua Pressão Arterial

A pressão alta aumenta o risco de danos aos vasos e ao coração. Os níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias fazem com que o coração tenha um esforço muito maior para trabalhar, causando sérios danos aos vasos sanguíneos. Conhecida como uma doença silenciosa, ela pode se desenvolver por anos sem que a pessoa perceba seus sintomas — o que a torna um fator de risco muito relevante para os infartos. O maior inimigo da pressão arterial é o sal. O consumo de sódio total não deve ultrapassar 6 gramas diárias. Fique ligado em alimentos industrializados, como biscoitos e bolos: mesmo doces, eles podem conter um teor alto de sódio em suas receitas.

Faça Atividades Físicas

Além de controlar o peso (quanto mais massa você tiver, maior tenderá a ser sua pressão), a atividade física, quando praticada corretamente, melhora a pressão arterial, reduz a resistência à insulina (prevenindo a diabetes) e reduz o risco de formação de trombose. Além disso, o coração fica menos ‘intenso’, tornando-o mais apto a trabalhar devagar e em ritmo adequado. Os exercícios aeróbicos são os mais indicados, como corridas, caminhadas e ciclismo.

Abandone o Cigarro

Se um hábito pode ser apontado individualmente como o maior inimigo do coração, este é o de fumar. O cigarro aumenta o risco de tromboses e desencadeia infarto e AVCs (acidentes vasculares cerebrais). E, se possível, se afaste também de quem fuma, pois os fumantes passivos também estão expostos a esses riscos, ainda que em menor grau. A notícia boa é que se você conseguir se livrar do vício, os riscos diminuem progressivamente, chegando a eliminar por completo seus efeitos colaterais.

Administre o Estresse

Em situações de estresse, o corpo reage aumentando a frequência cardíaca e a quantidade de açúcar no sangue. Se você já tiver alguma predisposição, o momento de tensão pode agravar ainda mais o problema. Destine parte do seu dia para seu lazer, tente fugir de situações muito estressantes e aprenda a contornar a ansiedade e o mau humor. Praticar atividades como meditação ou Yoga pode ser muito benéfico neste sentido.

Faça check-ups periodicamente

Consulte o seu médico regularmente e faça sempre todos os exames. Se há na sua família a predisposição para o desenvolvimento de qualquer doença relacionada ao coração, este check-up deve ser feito com ainda mais frequência, pois, como se diz o ditado, é sempre melhor prevenir do que remediar.

Seguindo essas dicas, você protege seu coração de problemas e fica mais tranquilo para encarar as dificuldades do dia a dia, por isso, separar um tempo para manter-se saudável é essencial.

E você, como anda a saúde do seu coração? O que tem feito para melhorar o seu bem-estar físico e mental? Conte para gente e vamos ajudar a espalhar os hábitos saudáveis!

 

Como Conseguir um Abdômen Trincado em Semanas

 

Como Conseguir um Abdômen Trincado em Semanas

Por leonardo em 05/12/2014

 

 

 

Quem nunca sonhou em ter um abdômen trincado e reto que atire a primeira pedra! Fugir daquela barriguinha causada pelo consumo de alimentos inadequados e da tão apreciada cervejinha, é um objetivo de grande parte das pessoas. O problema, porém, é conseguir os tão esperados resultados. Pois foi aproveitando este gancho que nós resolvemos elaborar este conjunto de dicas para te ajudar a conseguir o abdômen dos seus sonhos em apenas algumas semanas! Continue acompanhando o nosso artigo e descubra!

Malhe o Abdômen Todos os Dias

Não adianta querer ter o abdômen retinho se você detesta perder alguns minutos do seu dia realizando exercícios específicos para esta região. Para que a musculatura abdominal esteja fortalecida e rígida é preciso que alguns exercícios sejam realizados para estimular a contração das fibras musculares. Dedique, nas semanas seguintes, pelo menos 20 minutos por dia de exercícios específicos para a musculatura abdominal, focando exclusivamente no fortalecimento da região.

Alimente-se de Maneira Equilibrada

Você sabia que os pneuzinhos podem ser consequência de uma alimentação desequilibrada e não necessariamente da falta de exercícios físicos? Uma alimentação que resulta em excesso de ingestão de calorias é responsável por aumentar a quantidade de reservas adiposas no nosso organismo, e uma das regiões mais propícias para que este acúmulo aconteça é a região abdominal. Por este motivo, é importante estar se alimentando de acordo com suas necessidades nutricionais, para que você não esteja ingerindo calorias a mais ou a menos, prejudicando a formação da sua região abdominal.

Não Deixe de Fazer Exercícios Aeróbicos

Uma outra maneira de evitar o acúmulo de reservas adiposas na região abdominal é praticar, regularmente, atividades físicas aeróbicas. Estes tipos de exercício têm maior gasto de calorias do que exercícios localizados, favorecendo a queima das reservas adiposas do organismo. Não se esqueça que a prática de atividades físicas aeróbicas também depende de uma alimentação equilibrada, que forneça uma quantidade adequada de energia para a execução dos exercícios. Portanto, se você deseja ter um abdômen trincado, a atividade física aeróbica também deve fazer parte da sua rotina!

Não Esqueça de Malhar o Resto do Corpo

Quem acredita que, para alcançar um abdômen trincado é preciso malhar somente esta região do corpo, se engana, e muito. Realizar outros exercícios para fortalecer o resto da musculatura corporal também é muito importante, já que eles também estimulam o fortalecimento da região abdominal e ajudam a melhorar a execução e a resposta deste músculo em treinos específicos.

Fuja dos Açúcares

Você sabe qual alimento é o maior vilão da região abdominal? Se você disse gorduras, saiba que está redondamente enganado. Os açúcares são os piores alimentos para quem quer ter um abdômen trincado, já que eles são absorvidos com muita facilidade pelo organismo e logo se tornam excesso de calorias, quando ingeridos em grande quantidade. O excesso de calorias vai ser acumulado, diretamente, nos pneuzinhos abdominais. Por este motivo, passe longe dos açúcares simples, especialmente se você pretende alcançar um abdômen trincado em algumas semanas.

Procure a Ajuda de um Profissional de Educação Física

Vai ser muito difícil conseguir alcançar o resultado desejado se você não contar com a ajuda de algum profissional da área de educação física. Somente estes especialistas são capazes de lhe mostrar os melhores exercícios e o melhor caminho para alcançar o abdômen que você sempre sonhou.

 

SINTOMAS DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

SINTOMAS DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
O câncer de colo uterino não costuma causar sintomas durante sua fase inicial. Quando há sintomas, a doença costuma já estar em fases mais avançadas. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal, geralmente pós-coito. Dor pélvica durante o sexo também pode ocorrer e sangramentos vaginais que aparecerem fora dos períodos menstruais também são sintomas possíveis.
Como em qualquer câncer, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Como não há sintomas precoces da doença, o exame de rastreio visando a prevenção é fator mais importante na luta contra o câncer de colo uterino. O exame preventivo, chamado de exame de Papanicolaou é muito importante e deve ser feito regularmente.
PAPANICOLAOU E O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
O exame de Papanicolau é atualmente a forma indicada de rastreio do câncer de colo uterino. Ele não serve para fazer o diagnóstico, quem faz o diagnóstico é a bióspia do colo do útero. O Papanicolau é uma exame que ajuda o médico a decidir quais são as mulheres com maior risco que precisam ser submetidas á biópsia.
O Papanicolau é feito durante o exame ginecológico com um espéculo vaginal (bico de pato). O ginecologista visualiza o colo do útero e através de uma espátula de madeira e de uma escovinha colhe material. Desta maneira, consegue-se coletar células do colo uterino para avaliação microscópico, visando detectar lesões pré-malignas ou lesões malignas ainda em fases iniciais. A coleta de material também serve para se realizar a pesquisa do HPV e outras infecções, como Clamídia, gonorreia, sífilis, Garnderella, etc.
Em geral, recomenda-se o exame preventivo anualmente em todas as mulheres sexualmente ativas. Se o Papanicolau identificar células pré-malignas, a paciente precisa ser submetida à biópsia do colo do útero.
A neoplasia intraepitelial cervical (NIC) é uma lesão pré-maligna que a bióspia consegue identificar. A NIC não é um câncer, mas é uma lesão do tecido do colo uterino com alto risco de se transformar em um. Dependendo de fatores como tamanho e local da lesão e do subtipo tipo de HPV detectado, as neoplasias intraepitelial cervicais são dividas em 3 grupos, em ordem crescente de risco de transformação maligna: NIC 1, NIC 2 e NIC 3.
A maioria dos casos de NIC 1 se curam espontaneamente em um prazo de até 2 anos, não precisando de tratamentos mais agressivos. Caso detecte-se a presença de uma lesão de alto risco, nomeadamente NIC 2 e 3, deve-se proceder a sua retirada (excisão da zona suspeita). É importante salientar que as excisões apenas retiram a parte do tecido com risco de transformação maligna, mas o HPV continuará presente no organismo. Retiramos apenas aquela região onde o tecido é composto por células que podem a longo prazo virar câncer.
Se a bióspia identificar a presença de um câncer de colo do útero já estabelecido, faz-se necessária a realização de outros exames, procurando identificar a presença de metástases. Geralmente inicia-se com uma tomografia computadorizada de pelve e abdômen.

Naquelas pessoas que desenvolvem infecção permanente pelo HPV, ou seja, que o sistema imune não é capaz de eliminar o vírus, não há tratamento curativo disponível. Estas pessoas ficam infectadas pelo vírus pelo resto da vida, estando sempre sob risco de desenvolverem lesões malignas, principalmente se forem o HPV-16 ou HPV-18. Por isso, o advento da vacina foi uma passo importante na luta contra o câncer do colo uterino, pois esta impede a contaminação de pessoas ainda não infectadas.
Existem duas vacinas contra o HPV: uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e outra os 16 e 18. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. Logo, a vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual já que não exclui em 100% o risco de câncer.
A presença do HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda na prevenção do condiloma acuminado.
A vacinação é feita em três etapas, sendo a segunda e terceira doses administradas 2 e 6 meses após a primeira.
A vacina tem sido indicada a partir dos 9 anos de idade e deve ser preferencialmente oferecida às meninas sem vida sexual ativa. Lembre-se que a vacina é uma prevenção e não tratamento do HPV. Não adianta vacinar quem já teve contato com o HPV. Portanto, a indicação da vacinação em maiores de 26 anos ainda não é totalmente aceita, uma vez que virtualmente todas as mulheres nesta idade já foram expostas ao vírus.
Os que são a favor da vacinação em mulheres mais velhas argumentam que mesmo que a vacina não sirva para combater o HPV já existente, ela pode proteger contra outros subtipos que a paciente possa ainda não ter sido exposta. O fato é que ainda faltam estudos que comprovem a redução dos casos de câncer do colo uterino em mulheres que receberam a vacina contra o HPV depois dos 26 anos de idade ou após contaminação comprovada por algum subtipo do HPV. Não sabemos, por exemplo, qual o grau real de benefício de se uma mulher já infectada pelo HPV-18 se vacinar contra o HPV-16.
Até o momento não há no Brasil campanhas de vacinação contra HPV no sexo masculino. Em alguns países, entretanto, já há indicação para vacinação de meninos entre 9 e 26 anos.
A vacina não é feita com vírus vivo atenuado e, por isso, é bastante segura. Todavia, como ainda não existem trabalhos comprovando a sua segurança na gravidez, ela não está indicada neste grupo.
Para informações mais detalhadas sobre a vacina contra HPV, acesse o link: VACINA CONTRA HPV.
Não deixe de ver também esse curto vídeo, produzido pela equipe do MD.Saúde, que explica de forma simples a vacinação contra o HPV.
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer de colo uterino, câncer de cérvix uterino ou câncer cervical, é o segundo tipo câncer mais comum no sexo feminino, perdendo apenas para o câncer de mama. Mais de 90% das neoplasias malignas do colo do útero são causados pelo vírus HPV, uma infecção transmitida pela via sexual e atualmente prevenível através de vacina.
A maioria dos casos de infecção pelo HPV são assintomáticos e transitórios. Após 2 anos, 80 a 90% dos pacientes conseguem ficar curados espontaneamente, apenas pela a ação do nosso sistema imune. Portanto, para a maioria das mulheres, o HPV tem cura sem tratamento.
Os problemas ocorrem naqueles 10a 20% que não conseguem se livrar do HPV e desenvolvem infecção permanente. São estas pacientes que correm risco de desenvolver o câncer de colo uterino.
Em geral, são necessários cerca de 20 anos de infecção para que o Papilomavírus humano possa provocar o parecimento de um câncer do colo de útero. Por este motivo, o exame preventivo regular com o ginecologista é importante para detectar precocemente qualquer sinal de lesão maligna se desenvolvendo.
Para saber mais sobre esse tópico, leia: O VÍRUS HPV TEM CURA OU TRATAMENTO?
SINTOMAS DO HPV
O HPV infecta principalmente o epitélio da pele e das mucosas. Cada subtipo de vírus tem tropismo (atração) por uma área do corpo. Por exemplo, o HPV tipos 2 e 4 estão associados a verrugas comuns de pele, enquanto o tipo 1 a verrugas que acometem a planta dos pés.
Os HPV que infectam a pele são normalmente contraídos quando há lesões, como cortes e arranhões que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. A transmissão é de pele para pele.
Outros subtipos do HPV têm tropismo pelas mucosas, principalmente as genitais. Neste caso a transmissão é feita por via sexual.
O condiloma acuminado ou verruga genital é uma doença sexualmente transmissível, causado pelo HPV-6 e HPV-11, que se caracteriza pela formação de verrugas genitais, conhecidas popularmente como crista de galo. São lesões esteticamente inconvenientes mas com baixo risco de malignização.
Como o HPV é uma DST, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativos, principalmente se for com vários parceiros(as). A camisinha diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras DSTs (leia: CAMISINHA | Tudo o que você precisa saber).

Os subtipos de HPV mais relacionados ao câncer de colo do útero são os HPV-16 e HPV-18. Estes não costumam causar verrugas genitais visíveis, portanto, não costumam causar sintomas. Por isso, o exame de Papanicolaou usado no rastreio do câncer de colo de útero é vital para a prevenção desta doença. Falaremos mais deste exame a seguir.
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
A associação mais conhecida e comum entre HPV e câncer ocorre com o câncer do colo uterino.
O colo do útero é a região mais inferior, fazendo a ligação entre o útero e a parte mais interna da vagina.
Existem 15 subtipos considerados de alto risco para o câncer do colo de útero, porém, pelo menos 70% deles são causados pelo HPV-16 e HPV-18.
A associação de infecção genital permanente pelo HPV e o fumo aumentam ainda mais o risco de câncer (leia: COMO E POR QUE PARAR DE FUMAR CIGARRO ). Nem todas as mulheres com HPV, mesmo com os subtipos mais perigosos, desenvolverão câncer. Por isso, nas mulheres com infecção comprovada, faz-se necessário abandonar o cigarro.
Outro importante fator de risco é a coinfecção pelo HIV (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA) ). O câncer do colo do útero em pacientes com SIDA (AIDS) costuma ser muito agressivo.
SINTOMAS DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
O câncer de colo uterino não costuma causar sintomas durante sua fase inicial. Quando há sintomas, a doença costuma já estar em fases mais avançadas. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal, geralmente pós-coito. Dor pélvica durante o sexo também pode ocorrer e sangramentos vaginais que aparecerem fora dos períodos menstruais também são sintomas possíveis.
Como em qualquer câncer, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Como não há sintomas precoces da doença, o exame de rastreio visando a prevenção é fator mais importante na luta contra o câncer de colo uterino. O exame preventivo, chamado de exame de Papanicolaou é muito importante e deve ser feito regularmente.
PAPANICOLAOU E O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
O exame de Papanicolau é atualmente a forma indicada de rastreio do câncer de colo uterino. Ele não serve para fazer o diagnóstico, quem faz o diagnóstico é a bióspia do colo do útero. O Papanicolau é uma exame que ajuda o médico a decidir quais são as mulheres com maior risco que precisam ser submetidas á biópsia.
O Papanicolau é feito durante o exame ginecológico com um espéculo vaginal (bico de pato). O ginecologista visualiza o colo do útero e através de uma espátula de madeira e de uma escovinha colhe material. Desta maneira, consegue-se coletar células do colo uterino para avaliação microscópico, visando detectar lesões pré-malignas ou lesões malignas ainda em fases iniciais. A coleta de material também serve para se realizar a pesquisa do HPV e outras infecções, como Clamídia, gonorreia, sífilis, Garnderella, etc.
Em geral, recomenda-se o exame preventivo anualmente em todas as mulheres sexualmente ativas. Se o Papanicolau identificar células pré-malignas, a paciente precisa ser submetida à biópsia do colo do útero.
A neoplasia intraepitelial cervical (NIC) é uma lesão pré-maligna que a bióspia consegue identificar. A NIC não é um câncer, mas é uma lesão do tecido do colo uterino com alto risco de se transformar em um. Dependendo de fatores como tamanho e local da lesão e do subtipo tipo de HPV detectado, as neoplasias intraepitelial cervicais são dividas em 3 grupos, em ordem crescente de risco de transformação maligna: NIC 1, NIC 2 e NIC 3.
A maioria dos casos de NIC 1 se curam espontaneamente em um prazo de até 2 anos, não precisando de tratamentos mais agressivos. Caso detecte-se a presença de uma lesão de alto risco, nomeadamente NIC 2 e 3, deve-se proceder a sua retirada (excisão da zona suspeita). É importante salientar que as excisões apenas retiram a parte do tecido com risco de transformação maligna, mas o HPV continuará presente no organismo. Retiramos apenas aquela região onde o tecido é composto por células que podem a longo prazo virar câncer.
Se a bióspia identificar a presença de um câncer de colo do útero já estabelecido, faz-se necessária a realização de outros exames, procurando identificar a presença de metástases. Geralmente inicia-se com uma tomografia computadorizada de pelve e abdômen.

Naquelas pessoas que desenvolvem infecção permanente pelo HPV, ou seja, que o sistema imune não é capaz de eliminar o vírus, não há tratamento curativo disponível. Estas pessoas ficam infectadas pelo vírus pelo resto da vida, estando sempre sob risco de desenvolverem lesões malignas, principalmente se forem o HPV-16 ou HPV-18. Por isso, o advento da vacina foi uma passo importante na luta contra o câncer do colo uterino, pois esta impede a contaminação de pessoas ainda não infectadas.
Existem duas vacinas contra o HPV: uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e outra os 16 e 18. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. Logo, a vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual já que não exclui em 100% o risco de câncer.
A presença do HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda na prevenção do condiloma acuminado.
A vacinação é feita em três etapas, sendo a segunda e terceira doses administradas 2 e 6 meses após a primeira.
A vacina tem sido indicada a partir dos 9 anos de idade e deve ser preferencialmente oferecida às meninas sem vida sexual ativa. Lembre-se que a vacina é uma prevenção e não tratamento do HPV. Não adianta vacinar quem já teve contato com o HPV. Portanto, a indicação da vacinação em maiores de 26 anos ainda não é totalmente aceita, uma vez que virtualmente todas as mulheres nesta idade já foram expostas ao vírus.
Os que são a favor da vacinação em mulheres mais velhas argumentam que mesmo que a vacina não sirva para combater o HPV já existente, ela pode proteger contra outros subtipos que a paciente possa ainda não ter sido exposta. O fato é que ainda faltam estudos que comprovem a redução dos casos de câncer do colo uterino em mulheres que receberam a vacina contra o HPV depois dos 26 anos de idade ou após contaminação comprovada por algum subtipo do HPV. Não sabemos, por exemplo, qual o grau real de benefício de se uma mulher já infectada pelo HPV-18 se vacinar contra o HPV-16.
Até o momento não há no Brasil campanhas de vacinação contra HPV no sexo masculino. Em alguns países, entretanto, já há indicação para vacinação de meninos entre 9 e 26 anos.
A vacina não é feita com vírus vivo atenuado e, por isso, é bastante segura. Todavia, como ainda não existem trabalhos comprovando a sua segurança na gravidez, ela não está indicada neste grupo.
sSINTOMAS DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
O câncer de colo uterino não costuma causar sintomas durante sua fase inicial. Quando há sintomas, a doença costuma já estar em fases mais avançadas. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal, geralmente pós-coito. Dor pélvica durante o sexo também pode ocorrer e sangramentos vaginais que aparecerem fora dos períodos menstruais também são sintomas posíveis.

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE MAMA

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama é o câncer mais comum nas mulheres e o segundo mais comum nos seres humanos.
A relação entre o uso da pílula anticoncepcional e o câncer de mama ainda não está bem esclarecida, pois os diversos estudos sobre o assunto têm apresentado resultados conflitantes. Estudos mais antigos, inciados nas décadas de 1970 ou 1980, apontavam para um pequeno aumento do risco. Assim como ocorre no câncer de colo uterino, esses estudos mostravam que a elevação do risco desaparecia após a suspensão da pílula. Estudo mais recentes, porém, não evidenciaram aumento do risco de câncer de mama em mulheres usuárias de anticoncepcionais hormonais. Não há, portanto, nível de evidência suficiente para se afirmar que os anticoncepcionais hormonais, nas atuais doses, aumentem claramente o risco de câncer de mama.
Essa dificuldade em se estabelecer alguma relação casual ocorre não só porque os níveis de hormônios da pílula vêm caindo ao longo dos anos, o que cria algumas confusões nos estudos de longo prazo, mas também porque o câncer de mama é incomum em mulheres novas. Mesmo que haja uma aumento percentual do risco, como a incidência é naturalmente muito baixa, o resultado final acaba permanecendo também muito baixo.

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE FÍGADO
O uso de anticoncepcionais hormonais está claramente ligado a um maior risco de adenoma hepático, que é um tumor benigno do fígado. Esse risco, todavia, tem vindo a cair ao longo dos anos, conforme os níveis de estrogênio das pílulas vem sendo progressivamente reduzidos. Esses tumores benignos podem sangrar ou romper-se, mas o risco de transformação para um câncer é baixo, menor que 10%.
Em relação ao câncer de fígado, chamado de hepatocarcinoma, não há evidências de que o uso da pílula anticoncepcional esteja relacionado com um aumento de sua incidência.

ANTICONCEPCIONAL PODE CAUSAR CÂNCER?

ANTICONCEPCIONAL PODE CAUSAR CÂNCER?
Por PEDRO PINHEIRO SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR – Artigo atualizado em 2 de dezembro de 2014
TEXTO MDSAUDE.COM
A pílula anticoncepcional é um método contraceptivo extremamente eficaz, com uma taxa de sucesso de cerca de 97%, podendo chegar a incríveis 99,9% se for tomada de forma correta. Esses resultados tornaram os contraceptivos orais um dos métodos anticoncepcionais mais populares em todo o mundo. Atualmente, cerca de 10% da população feminina em idade fértil utiliza a pílula regularmente como método contraceptivo.
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Entretanto, desde o início da sua comercialização, lá na década de 1960, a comunidade científica e a população se preocupam em saber se existe alguma relação direta entre o uso da pílula anticoncepcional e casos de câncer, principalmente aqueles que têm íntima relação com os hormônios femininos, como câncer de mama, de ovário ou do útero.
Afinal, a pílula anticoncepcional aumenta o risco de se ter um câncer ou será que ela ajuda a prevenir o seu surgimento?
Neste artigo vamos explicar com uma linguagem simples o que os estudos científicos realizados nas últimas décadas nos dizem sobre a relação entre os anticoncepcionais hormonais e a incidência de tumores malignos.
TIPOS DE HORMÔNIOS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Existem no mercado 2 tipos de pílula anticoncepcional: aquelas compostas pelos hormônios estrogênio e progesterona e aquelas compostas apenas por progesterona, chamadas de minipílula.
Nos primeiros anos de sua existência, a dose de hormônios existente nas pílulas era altíssima, o que provocava uma grande quantidade de efeitos colaterais, como doenças cardiovasculares, tromboses e, possivelmente, casos de câncer. Estudos realizados até 1975 apontavam para um maior risco de casos de câncer de mama e de colo uterino nas mulheres que tomavam anticoncepcional.
Nas últimas décadas, porém, a quantidade de hormônio presente nos anticoncepcionais orais tem vindo a cair progressivamente. Além disso, a variedade de hormônios sintéticos também se alterou bastante. Só de progestina, a forma sintética da progesterona, existe atualmente cerca de uma dezena de tipos.
Portanto, o que os estudos diziam na década de 70 e 80 não pode ser valorizados hoje em dia, uma vez que a composição das pílulas anticoncepcionais mudou substancialmente. Precisamos avaliar o que os estudos mais recentes nos dizem. O que vamos descrever a seguir são as evidências existentes até o momento para os tipos de câncer mais habitualmente associados ao uso da pílula.
RISCO GERAL DE CÂNCER EM USUÁRIAS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Estima-se que mais de 300 milhões de mulheres já usaram a pílula anticoncepcional durante suas vidas, boa parte delas durante vários anos seguidos. Desta forma, do ponto de vista de saúde pública, é essencial entender se o uso tão disseminado deste método contraceptivo contribui ou não para um aumento na incidência geral de cânceres, independentemente do tipo específico.
Como veremos a seguir, a pílula parece aumentar o risco de alguns tipos de tumores malignos, mas também ajuda a reduzir a ocorrência de outros. Mas, no cômputo geral, será que a pílula tem aumentado os casos de câncer ao redor do mundo? Será que, em nome no controle de natalidade, estamos provocando mais casos de câncer na população do que seria esperado caso os anticoncepcionais não existissem?
Para tentar responder a esta pergunta um grande estudo inglês acompanhou cerca de 50 mil mulheres por uma média de 24 anos. Metade delas usava anticoncepcionais e a outra metade nunca havia tomado qualquer pílula. Os resultados mostraram uma redução de cerca de 12% no número total de todos os tipos de cânceres e de 29% no cânceres ginecológicos no grupo que usava a pílula. Por outro lado, quando se observou apenas o grupo de mulheres que usou a pílula por mais de 8 anos seguidos, houve uma tendência para o aumento de casos totais de cânceres, principalmente naquelas que fumavam.
É importante destacar que o estudo apesar de sido publicado em 2007, foi iniciado em 1968, englobando ainda muitos anos de uso de anticoncepcionais com doses altas de hormônios. Mais de 75% das mulheres do estudo usavam pílulas com doses de pelo menos 50 mcg de etinilestradiol (estrogênio), que é uma posologia mais alta que a maioria das novas pílulas, que costumam ter entre 20 e 40 mcg de etinilestradiol.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO ENDOMÉTRIO
Endométrio é o nome que damos ao tecido que reveste a cavidade intrauterina. O câncer do endométrio é 6º tipo de câncer mais comum, com cerca de 300 mil casos por ano em todo o mundo. Este câncer acomete geralmente mulheres com mais de 50 anos, sendo 61 anos a idade média em que ele é diagnosticado.
Já há alguns anos sabemos que o uso da pílula anticoncepcional ajuda a reduzir a incidência do câncer do endométrio em até 50%. Vários estudos mostram que quanto maior o tempo de uso de contraceptivos orais, menor é o risco de desenvolvimento do câncer endometrial. E o mais impressionante é que o efeito protetor permanece por mais de 20 anos após a interrupção da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE OVÁRIO
O câncer de ovário é o 7º tipo de câncer mais comum nas mulheres, com cerca de 230 mil casos por ano em todo o mundo. Ele é, porém, o câncer ginecológico mais letal, pois não costuma ser diagnosticado em fases iniciais.
Assim como ocorre no câncer de endométrio, o uso de anticoncepcionais hormonais também ajuda a reduzir o risco de câncer do ovário. Estudos mostram que após 1 ano de uso, o risco já se reduz em cerca de 10%. Após 5 anos, a incidência de câncer de ovário torna-se 50% menor e este efeito protetor permanece por mais de 30 anos após a suspensão da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
O câncer do colo do útero é o 3º tipo mais comum nas mulheres, com cerca de 550 mil casos novos por ano em todo mundo.
O câncer de colo uterino está intimamente relacionado à infecção pelo vírus HPV, sendo este responsável por mais de 90% dos casos. Estudos sugerem que nas mulheres que tem HPV, o uso de pílula anticoncepcional aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de colo do útero. Quanto mais tempo a mulher tomar a pílula, maior é o risco. Porém, a boa notícia é que após 10 anos de suspensão do anticoncepcional, o risco de câncer volta ser o mesmo do resto da população feminina.
Como a maioria dos cânceres de colo uterino só surge em mulheres com mais de 45-50 anos, o uso de anticoncepcionais orais durante os 20 e 30 anos de idade acaba sendo seguro, pois mesmo que haja um aumento do risco, a incidência de novos cânceres em mulheres jovens continuará sendo muito baixa. Basta que a mulher suspenda a pílula ao redor dos 40 anos, que na fase mais crítica, a partir dos 50 anos, ela não terá mais a influência negativa dos hormônios do anticoncepcional.
Nas mulheres que não têm o vírus HPV não há evidências de que a pílula aumente o risco de câncer do colo de útero.
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Por PEDRO PINHEIRO SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR – Artigo atualizado em 2 de dezembro de 2014
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A pílula anticoncepcional é um método contraceptivo extremamente eficaz, com uma taxa de sucesso de cerca de 97%, podendo chegar a incríveis 99,9% se for tomada de forma correta. Esses resultados tornaram os contraceptivos orais um dos métodos anticoncepcionais mais populares em todo o mundo. Atualmente, cerca de 10% da população feminina em idade fértil utiliza a pílula regularmente como método contraceptivo.
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Entretanto, desde o início da sua comercialização, lá na década de 1960, a comunidade científica e a população se preocupam em saber se existe alguma relação direta entre o uso da pílula anticoncepcional e casos de câncer, principalmente aqueles que têm íntima relação com os hormônios femininos, como câncer de mama, de ovário ou do útero.
Afinal, a pílula anticoncepcional aumenta o risco de se ter um câncer ou será que ela ajuda a prevenir o seu surgimento?
Neste artigo vamos explicar com uma linguagem simples o que os estudos científicos realizados nas últimas décadas nos dizem sobre a relação entre os anticoncepcionais hormonais e a incidência de tumores malignos.
TIPOS DE HORMÔNIOS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Existem no mercado 2 tipos de pílula anticoncepcional: aquelas compostas pelos hormônios estrogênio e progesterona e aquelas compostas apenas por progesterona, chamadas de minipílula.
Nos primeiros anos de sua existência, a dose de hormônios existente nas pílulas era altíssima, o que provocava uma grande quantidade de efeitos colaterais, como doenças cardiovasculares, tromboses e, possivelmente, casos de câncer. Estudos realizados até 1975 apontavam para um maior risco de casos de câncer de mama e de colo uterino nas mulheres que tomavam anticoncepcional.
Nas últimas décadas, porém, a quantidade de hormônio presente nos anticoncepcionais orais tem vindo a cair progressivamente. Além disso, a variedade de hormônios sintéticos também se alterou bastante. Só de progestina, a forma sintética da progesterona, existe atualmente cerca de uma dezena de tipos.
Portanto, o que os estudos diziam na década de 70 e 80 não pode ser valorizados hoje em dia, uma vez que a composição das pílulas anticoncepcionais mudou substancialmente. Precisamos avaliar o que os estudos mais recentes nos dizem. O que vamos descrever a seguir são as evidências existentes até o momento para os tipos de câncer mais habitualmente associados ao uso da pílula.
RISCO GERAL DE CÂNCER EM USUÁRIAS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Estima-se que mais de 300 milhões de mulheres já usaram a pílula anticoncepcional durante suas vidas, boa parte delas durante vários anos seguidos. Desta forma, do ponto de vista de saúde pública, é essencial entender se o uso tão disseminado deste método contraceptivo contribui ou não para um aumento na incidência geral de cânceres, independentemente do tipo específico.
Como veremos a seguir, a pílula parece aumentar o risco de alguns tipos de tumores malignos, mas também ajuda a reduzir a ocorrência de outros. Mas, no cômputo geral, será que a pílula tem aumentado os casos de câncer ao redor do mundo? Será que, em nome no controle de natalidade, estamos provocando mais casos de câncer na população do que seria esperado caso os anticoncepcionais não existissem?
Para tentar responder a esta pergunta um grande estudo inglês acompanhou cerca de 50 mil mulheres por uma média de 24 anos. Metade delas usava anticoncepcionais e a outra metade nunca havia tomado qualquer pílula. Os resultados mostraram uma redução de cerca de 12% no número total de todos os tipos de cânceres e de 29% no cânceres ginecológicos no grupo que usava a pílula. Por outro lado, quando se observou apenas o grupo de mulheres que usou a pílula por mais de 8 anos seguidos, houve uma tendência para o aumento de casos totais de cânceres, principalmente naquelas que fumavam.
É importante destacar que o estudo apesar de sido publicado em 2007, foi iniciado em 1968, englobando ainda muitos anos de uso de anticoncepcionais com doses altas de hormônios. Mais de 75% das mulheres do estudo usavam pílulas com doses de pelo menos 50 mcg de etinilestradiol (estrogênio), que é uma posologia mais alta que a maioria das novas pílulas, que costumam ter entre 20 e 40 mcg de etinilestradiol.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO ENDOMÉTRIO
Endométrio é o nome que damos ao tecido que reveste a cavidade intrauterina. O câncer do endométrio é 6º tipo de câncer mais comum, com cerca de 300 mil casos por ano em todo o mundo. Este câncer acomete geralmente mulheres com mais de 50 anos, sendo 61 anos a idade média em que ele é diagnosticado.
Já há alguns anos sabemos que o uso da pílula anticoncepcional ajuda a reduzir a incidência do câncer do endométrio em até 50%. Vários estudos mostram que quanto maior o tempo de uso de contraceptivos orais, menor é o risco de desenvolvimento do câncer endometrial. E o mais impressionante é que o efeito protetor permanece por mais de 20 anos após a interrupção da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE OVÁRIO
O câncer de ovário é o 7º tipo de câncer mais comum nas mulheres, com cerca de 230 mil casos por ano em todo o mundo. Ele é, porém, o câncer ginecológico mais letal, pois não costuma ser diagnosticado em fases iniciais.
Assim como ocorre no câncer de endométrio, o uso de anticoncepcionais hormonais também ajuda a reduzir o risco de câncer do ovário. Estudos mostram que após 1 ano de uso, o risco já se reduz em cerca de 10%. Após 5 anos, a incidência de câncer de ovário torna-se 50% menor e este efeito protetor permanece por mais de 30 anos após a suspensão da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
O câncer do colo do útero é o 3º tipo mais comum nas mulheres, com cerca de 550 mil casos novos por ano em todo mundo.
O câncer de colo uterino está intimamente relacionado à infecção pelo vírus HPV, sendo este responsável por mais de 90% dos casos. Estudos sugerem que nas mulheres que tem HPV, o uso de pílula anticoncepcional aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de colo do útero. Quanto mais tempo a mulher tomar a pílula, maior é o risco. Porém, a boa notícia é que após 10 anos de suspensão do anticoncepcional, o risco de câncer volta ser o mesmo do resto da população feminina.
Como a maioria dos cânceres de colo uterino só surge em mulheres com mais de 45-50 anos, o uso de anticoncepcionais orais durante os 20 e 30 anos de idade acaba sendo seguro, pois mesmo que haja um aumento do risco, a incidência de novos cânceres em mulheres jovens continuará sendo muito baixa. Basta que a mulher suspenda a pílula ao redor dos 40 anos, que na fase mais crítica, a partir dos 50 anos, ela não terá mais a influência negativa dos hormônios do anticoncepcional.
Nas mulheres que não têm o vírus HPV não há evidências de que a pílula aumente o risco de câncer do colo de útero.
ANTICONCEPCIONAL PODE CAUSAR CÂNCER?
Por PEDRO PINHEIRO SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR – Artigo atualizado em 2 de dezembro de 2014
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A pílula anticoncepcional é um método contraceptivo extremamente eficaz, com uma taxa de sucesso de cerca de 97%, podendo chegar a incríveis 99,9% se for tomada de forma correta. Esses resultados tornaram os contraceptivos orais um dos métodos anticoncepcionais mais populares em todo o mundo. Atualmente, cerca de 10% da população feminina em idade fértil utiliza a pílula regularmente como método contraceptivo.
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Entretanto, desde o início da sua comercialização, lá na década de 1960, a comunidade científica e a população se preocupam em saber se existe alguma relação direta entre o uso da pílula anticoncepcional e casos de câncer, principalmente aqueles que têm íntima relação com os hormônios femininos, como câncer de mama, de ovário ou do útero.
Afinal, a pílula anticoncepcional aumenta o risco de se ter um câncer ou será que ela ajuda a prevenir o seu surgimento?
Neste artigo vamos explicar com uma linguagem simples o que os estudos científicos realizados nas últimas décadas nos dizem sobre a relação entre os anticoncepcionais hormonais e a incidência de tumores malignos.
TIPOS DE HORMÔNIOS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Existem no mercado 2 tipos de pílula anticoncepcional: aquelas compostas pelos hormônios estrogênio e progesterona e aquelas compostas apenas por progesterona, chamadas de minipílula.
Nos primeiros anos de sua existência, a dose de hormônios existente nas pílulas era altíssima, o que provocava uma grande quantidade de efeitos colaterais, como doenças cardiovasculares, tromboses e, possivelmente, casos de câncer. Estudos realizados até 1975 apontavam para um maior risco de casos de câncer de mama e de colo uterino nas mulheres que tomavam anticoncepcional.
Nas últimas décadas, porém, a quantidade de hormônio presente nos anticoncepcionais orais tem vindo a cair progressivamente. Além disso, a variedade de hormônios sintéticos também se alterou bastante. Só de progestina, a forma sintética da progesterona, existe atualmente cerca de uma dezena de tipos.
Portanto, o que os estudos diziam na década de 70 e 80 não pode ser valorizados hoje em dia, uma vez que a composição das pílulas anticoncepcionais mudou substancialmente. Precisamos avaliar o que os estudos mais recentes nos dizem. O que vamos descrever a seguir são as evidências existentes até o momento para os tipos de câncer mais habitualmente associados ao uso da pílula.
RISCO GERAL DE CÂNCER EM USUÁRIAS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Estima-se que mais de 300 milhões de mulheres já usaram a pílula anticoncepcional durante suas vidas, boa parte delas durante vários anos seguidos. Desta forma, do ponto de vista de saúde pública, é essencial entender se o uso tão disseminado deste método contraceptivo contribui ou não para um aumento na incidência geral de cânceres, independentemente do tipo específico.
Como veremos a seguir, a pílula parece aumentar o risco de alguns tipos de tumores malignos, mas também ajuda a reduzir a ocorrência de outros. Mas, no cômputo geral, será que a pílula tem aumentado os casos de câncer ao redor do mundo? Será que, em nome no controle de natalidade, estamos provocando mais casos de câncer na população do que seria esperado caso os anticoncepcionais não existissem?
Para tentar responder a esta pergunta um grande estudo inglês acompanhou cerca de 50 mil mulheres por uma média de 24 anos. Metade delas usava anticoncepcionais e a outra metade nunca havia tomado qualquer pílula. Os resultados mostraram uma redução de cerca de 12% no número total de todos os tipos de cânceres e de 29% no cânceres ginecológicos no grupo que usava a pílula. Por outro lado, quando se observou apenas o grupo de mulheres que usou a pílula por mais de 8 anos seguidos, houve uma tendência para o aumento de casos totais de cânceres, principalmente naquelas que fumavam.
É importante destacar que o estudo apesar de sido publicado em 2007, foi iniciado em 1968, englobando ainda muitos anos de uso de anticoncepcionais com doses altas de hormônios. Mais de 75% das mulheres do estudo usavam pílulas com doses de pelo menos 50 mcg de etinilestradiol (estrogênio), que é uma posologia mais alta que a maioria das novas pílulas, que costumam ter entre 20 e 40 mcg de etinilestradiol.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO ENDOMÉTRIO
Endométrio é o nome que damos ao tecido que reveste a cavidade intrauterina. O câncer do endométrio é 6º tipo de câncer mais comum, com cerca de 300 mil casos por ano em todo o mundo. Este câncer acomete geralmente mulheres com mais de 50 anos, sendo 61 anos a idade média em que ele é diagnosticado.
Já há alguns anos sabemos que o uso da pílula anticoncepcional ajuda a reduzir a incidência do câncer do endométrio em até 50%. Vários estudos mostram que quanto maior o tempo de uso de contraceptivos orais, menor é o risco de desenvolvimento do câncer endometrial. E o mais impressionante é que o efeito protetor permanece por mais de 20 anos após a interrupção da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DE OVÁRIO
O câncer de ovário é o 7º tipo de câncer mais comum nas mulheres, com cerca de 230 mil casos por ano em todo o mundo. Ele é, porém, o câncer ginecológico mais letal, pois não costuma ser diagnosticado em fases iniciais.
Assim como ocorre no câncer de endométrio, o uso de anticoncepcionais hormonais também ajuda a reduzir o risco de câncer do ovário. Estudos mostram que após 1 ano de uso, o risco já se reduz em cerca de 10%. Após 5 anos, a incidência de câncer de ovário torna-se 50% menor e este efeito protetor permanece por mais de 30 anos após a suspensão da pílula.
PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
O câncer do colo do útero é o 3º tipo mais comum nas mulheres, com cerca de 550 mil casos novos por ano em todo mundo.
O câncer de colo uterino está intimamente relacionado à infecção pelo vírus HPV, sendo este responsável por mais de 90% dos casos. Estudos sugerem que nas mulheres que tem HPV, o uso de pílula anticoncepcional aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de colo do útero. Quanto mais tempo a mulher tomar a pílula, maior é o risco. Porém, a boa notícia é que após 10 anos de suspensão do anticoncepcional, o risco de câncer volta ser o mesmo do resto da população feminina.
Como a maioria dos cânceres de colo uterino só surge em mulheres com mais de 45-50 anos, o uso de anticoncepcionais orais durante os 20 e 30 anos de idade acaba sendo seguro, pois mesmo que haja um aumento do risco, a incidência de novos cânceres em mulheres jovens continuará sendo muito baixa. Basta que a mulher suspenda a pílula ao redor dos 40 anos, que na fase mais crítica, a partir dos 50 anos, ela não terá mais a influência negativa dos hormônios do anticoncepcional.
Nas mulheres que não têm o vírus HPV não há evidências de que a pílula aumente o risco de câncer do colo de útero.

HPV – CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
Por PEDRO PINHEIRO 152 COMENTÁRIOS – Artigo atualizado em 7 de novembro de 2014
BASEADO NO TEXTO MDSAUDE.COM
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer de colo uterino, câncer de cérvix uterino ou câncer cervical, é o segundo tipo câncer mais comum no sexo feminino, perdendo apenas para o câncer de mama. Mais de 90% das neoplasias malignas do colo do útero são causados pelo vírus HPV, uma infecção transmitida pela via sexual e atualmente prevenível através de vacina.
A maioria dos casos de infecção pelo HPV são assintomáticos e transitórios. Após 2 anos, 80 a 90% dos pacientes conseguem ficar curados espontaneamente, apenas pela a ação do nosso sistema imune. Portanto, para a maioria das mulheres, o HPV tem cura sem tratamento.
Os problemas ocorrem naqueles 10a 20% que não conseguem se livrar do HPV e desenvolvem infecção permanente. São estas pacientes que correm risco de desenvolver o câncer de colo uterino.
Em geral, são necessários cerca de 20 anos de infecção para que o Papilomavírus humano possa provocar o parecimento de um câncer do colo de útero. Por este motivo, o exame preventivo regular com o ginecologista é importante para detectar precocemente qualquer sinal de lesão maligna se desenvolvendo.
Para saber mais sobre esse tópico, leia: O VÍRUS HPV TEM CURA OU TRATAMENTO?
SINTOMAS DO HPV
O HPV infecta principalmente o epitélio da pele e das mucosas. Cada subtipo de vírus tem tropismo (atração) por uma área do corpo. Por exemplo, o HPV tipos 2 e 4 estão associados a verrugas comuns de pele, enquanto o tipo 1 a verrugas que acometem a planta dos pés.
Os HPV que infectam a pele são normalmente contraídos quando há lesões, como cortes e arranhões que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. A transmissão é de pele para pele.
Outros subtipos do HPV têm tropismo pelas mucosas, principalmente as genitais. Neste caso a transmissão é feita por via sexual.
O condiloma acuminado ou verruga genital é uma doença sexualmente transmissível, causado pelo HPV-6 e HPV-11, que se caracteriza pela formação de verrugas genitais, conhecidas popularmente como crista de galo. São lesões esteticamente inconvenientes mas com baixo risco de malignização.
Como o HPV é uma DST, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativos, principalmente se for com vários parceiros(as). A camisinha diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras DSTs (leia: CAMISINHA | Tudo o que você precisa saber).
(clique p/ ampliar. Atenção: a imagem ao lado contém fotos que podem ser consideradas ofensivas para algumas pessoas)
Os subtipos de HPV mais relacionados ao câncer de colo do útero são os HPV-16 e HPV-18. Estes não costumam causar verrugas genitais visíveis, portanto, não costumam causar sintomas. Por isso, o exame de Papanicolaou usado no rastreio do câncer de colo de útero é vital para a prevenção desta doença. Falaremos mais deste exame a seguir.
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
A associação mais conhecida e comum entre HPV e câncer ocorre com o câncer do colo uterino.
O colo do útero é a região mais inferior, fazendo a ligação entre o útero e a parte mais interna da vagina.
Existem 15 subtipos considerados de alto risco para o câncer do colo de útero, porém, pelo menos 70% deles são causados pelo HPV-16 e HPV-18.
A associação de infecção genital permanente pelo HPV e o fumo aumentam ainda mais o risco de câncer (leia: COMO E POR QUE PARAR DE FUMAR CIGARRO ). Nem todas as mulheres com HPV, mesmo com os subtipos mais perigosos, desenvolverão câncer. Por isso, nas mulheres com infecção comprovada, faz-se necessário abandonar o cigarro.
Outro importante fator de risco é a coinfecção pelo HIV (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA) ). O câncer do colo do útero em pacientes com SIDA (AIDS) costuma ser muito agressivo.
SINTOMAS DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
O câncer de colo uterino não costuma causar sintomas durante sua fase inicial. Quando há sintomas, a doença costuma já estar em fases mais avançadas. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal, geralmente pós-coito. Dor pélvica durante o sexo também pode ocorrer e sangramentos vaginais que aparecerem fora dos períodos menstruais também são sintomas possíveis.
Como em qualquer câncer, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Como não há sintomas precoces da doença, o exame de rastreio visando a prevenção é fator mais importante na luta contra o câncer de colo uterino. O exame preventivo, chamado de exame de Papanicolaou é muito importante e deve ser feito regularmente.
PAPANICOLAOU E O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
O exame de Papanicolau é atualmente a forma indicada de rastreio do câncer de colo uterino. Ele não serve para fazer o diagnóstico, quem faz o diagnóstico é a bióspia do colo do útero. O Papanicolau é uma exame que ajuda o médico a decidir quais são as mulheres com maior risco que precisam ser submetidas á biópsia.
O Papanicolau é feito durante o exame ginecológico com um espéculo vaginal (bico de pato). O ginecologista visualiza o colo do útero e através de uma espátula de madeira e de uma escovinha colhe material. Desta maneira, consegue-se coletar células do colo uterino para avaliação microscópico, visando detectar lesões pré-malignas ou lesões malignas ainda em fases iniciais. A coleta de material também serve para se realizar a pesquisa do HPV e outras infecções, como Clamídia, gonorreia, sífilis, Garnderella, etc.
Em geral, recomenda-se o exame preventivo anualmente em todas as mulheres sexualmente ativas. Se o Papanicolau identificar células pré-malignas, a paciente precisa ser submetida à biópsia do colo do útero.
A neoplasia intraepitelial cervical (NIC) é uma lesão pré-maligna que a bióspia consegue identificar. A NIC não é um câncer, mas é uma lesão do tecido do colo uterino com alto risco de se transformar em um. Dependendo de fatores como tamanho e local da lesão e do subtipo tipo de HPV detectado, as neoplasias intraepitelial cervicais são dividas em 3 grupos, em ordem crescente de risco de transformação maligna: NIC 1, NIC 2 e NIC 3.
A maioria dos casos de NIC 1 se curam espontaneamente em um prazo de até 2 anos, não precisando de tratamentos mais agressivos. Caso detecte-se a presença de uma lesão de alto risco, nomeadamente NIC 2 e 3, deve-se proceder a sua retirada (excisão da zona suspeita). É importante salientar que as excisões apenas retiram a parte do tecido com risco de transformação maligna, mas o HPV continuará presente no organismo. Retiramos apenas aquela região onde o tecido é composto por células que podem a longo prazo virar câncer.
Se a bióspia identificar a presença de um câncer de colo do útero já estabelecido, faz-se necessária a realização de outros exames, procurando identificar a presença de metástases. Geralmente inicia-se com uma tomografia computadorizada de pelve e abdômen.
VACINA PARA HPV
Naquelas pessoas que desenvolvem infecção permanente pelo HPV, ou seja, que o sistema imune não é capaz de eliminar o vírus, não há tratamento curativo disponível. Estas pessoas ficam infectadas pelo vírus pelo resto da vida, estando sempre sob risco de desenvolverem lesões malignas, principalmente se forem o HPV-16 ou HPV-18. Por isso, o advento da vacina foi uma passo importante na luta contra o câncer do colo uterino, pois esta impede a contaminação de pessoas ainda não infectadas.
Existem duas vacinas contra o HPV: uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e outra os 16 e 18. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. Logo, a vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual já que não exclui em 100% o risco de câncer.
A presença do HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda na prevenção do condiloma acuminado.
A vacinação é feita em três etapas, sendo a segunda e terceira doses administradas 2 e 6 meses após a primeira.
A vacina tem sido indicada a partir dos 9 anos de idade e deve ser preferencialmente oferecida às meninas sem vida sexual ativa. Lembre-se que a vacina é uma prevenção e não tratamento do HPV. Não adianta vacinar quem já teve contato com o HPV. Portanto, a indicação da vacinação em maiores de 26 anos ainda não é totalmente aceita, uma vez que virtualmente todas as mulheres nesta idade já foram expostas ao vírus.
Os que são a favor da vacinação em mulheres mais velhas argumentam que mesmo que a vacina não sirva para combater o HPV já existente, ela pode proteger contra outros subtipos que a paciente possa ainda não ter sido exposta. O fato é que ainda faltam estudos que comprovem a redução dos casos de câncer do colo uterino em mulheres que receberam a vacina contra o HPV depois dos 26 anos de idade ou após contaminação comprovada por algum subtipo do HPV. Não sabemos, por exemplo, qual o grau real de benefício de se uma mulher já infectada pelo HPV-18 se vacinar contra o HPV-16.
Até o momento não há no Brasil campanhas de vacinação contra HPV no sexo masculino. Em alguns países, entretanto, já há indicação para vacinação de meninos entre 9 e 26 anos.
A vacina não é feita com vírus vivo atenuado e, por isso, é bastante segura. Todavia, como ainda não existem trabalhos comprovando a sua segurança na gravidez, ela não está indicada neste grupo.
Para informações mais detalhadas sobre a vacina contra HPV, acesse o link: VACINA CONTRA HPV.
Não deixe de ver também esse curto vídeo, produzido pela equipe do MD.Saúde, que explica de forma simples a vacinação contra o HPV.
HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
Por PEDRO PINHEIRO 152 COMENTÁRIOS – Artigo atualizado em 7 de novembro de 2014
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O câncer do colo do útero, também chamado de câncer de colo uterino, câncer de cérvix uterino ou câncer cervical, é o segundo tipo câncer mais comum no sexo feminino, perdendo apenas para o câncer de mama. Mais de 90% das neoplasias malignas do colo do útero são causados pelo vírus HPV, uma infecção transmitida pela via sexual e atualmente prevenível através de vacina.
A maioria dos casos de infecção pelo HPV são assintomáticos e transitórios. Após 2 anos, 80 a 90% dos pacientes conseguem ficar curados espontaneamente, apenas pela a ação do nosso sistema imune. Portanto, para a maioria das mulheres, o HPV tem cura sem tratamento.
Os problemas ocorrem naqueles 10a 20% que não conseguem se livrar do HPV e desenvolvem infecção permanente. São estas pacientes que correm risco de desenvolver o câncer de colo uterino.
Em geral, são necessários cerca de 20 anos de infecção para que o Papilomavírus humano possa provocar o parecimento de um câncer do colo de útero. Por este motivo, o exame preventivo regular com o ginecologista é importante para detectar precocemente qualquer sinal de lesão maligna se desenvolvendo.
Para saber mais sobre esse tópico, leia: O VÍRUS HPV TEM CURA OU TRATAMENTO?
SINTOMAS DO HPV
O HPV infecta principalmente o epitélio da pele e das mucosas. Cada subtipo de vírus tem tropismo (atração) por uma área do corpo. Por exemplo, o HPV tipos 2 e 4 estão associados a verrugas comuns de pele, enquanto o tipo 1 a verrugas que acometem a planta dos pés.
Os HPV que infectam a pele são normalmente contraídos quando há lesões, como cortes e arranhões que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. A transmissão é de pele para pele.
Outros subtipos do HPV têm tropismo pelas mucosas, principalmente as genitais. Neste caso a transmissão é feita por via sexual.
O condiloma acuminado ou verruga genital é uma doença sexualmente transmissível, causado pelo HPV-6 e HPV-11, que se caracteriza pela formação de verrugas genitais, conhecidas popularmente como crista de galo. São lesões esteticamente inconvenientes mas com baixo risco de malignização.
Como o HPV é uma DST, o seu principal fator de risco é a prática de sexo sem preservativos, principalmente se for com vários parceiros(as). A camisinha diminui o risco de contágio, mas no caso específico do HPV, a sua eficácia parece ficar em torno de 70%, muito abaixo das de outras DSTs (leia: CAMISINHA | Tudo o que você precisa saber).
(clique p/ ampliar. Atenção: a imagem ao lado contém fotos que podem ser consideradas ofensivas para algumas pessoas)
Os subtipos de HPV mais relacionados ao câncer de colo do útero são os HPV-16 e HPV-18. Estes não costumam causar verrugas genitais visíveis, portanto, não costumam causar sintomas. Por isso, o exame de Papanicolaou usado no rastreio do câncer de colo de útero é vital para a prevenção desta doença.

Existem 15 subtipos considerados de alto risco para o câncer do colo de útero, porém, pelo menos 70% deles são causados pelo HPV-16 e HPV-18.
A associação de infecção genital permanente pelo HPV e o fumo aumentam ainda mais o risco de câncer (leia: COMO E POR QUE PARAR DE FUMAR CIGARRO ). Nem todas as mulheres com HPV, mesmo com os subtipos mais perigosos, desenvolverão câncer. Por isso, nas mulheres com infecção comprovada, faz-se necessário abandonar o cigarro.
Outro importante fator de risco é a coinfecção pelo HIV (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA) ). O câncer do colo do útero em pacientes com SIDA (AIDS) costuma ser muito agressivo.

O Que Fazer Para Ter Uma Vida Mais Saudável?

O primeiro passo é bem simples: mude seus hábitos! Se você gosta de dormir tarde, se jogar no sofá e comer porcarias, pare agora! Escolha um exercício que lhe agrade: não importa se é musculação, corrida ou um futebol com os amigos, o que realmente interessa é fazer bem feito e com frequência. Pouco adianta jogar apenas uma vez por semana ou pagar a academia e aparecer lá só duas vezes por mês. Isso não vai ajudar em nada e pode, ainda, acarretar graves lesões.

À medida que pusermos em nossas vidas costumes que nos façam bem, que nos causem alegria, começamos a mudar e perceber que podemos sim ter mais equilíbrio e viver com qualidade. A conquista desse nível de excelência depende do verdadeiro balanceamento entre estabilidade física, mental e emocional.

Como Começar?

O primeiro a se fazer é escolher sua atividade física. Essa atitude vai melhorar as condições gerais do seu corpo, da sua mente e te dar mais disposição para encarar seus problemas. Outra questão é manter hábitos saudáveis: não beber em excesso, não fumar e tentar dormir bem.

E por fim, tenha metas e objetivos: planeje seu futuro, repense suas decisões pessoais e estimule seu cérebro: estude, frequente cursos, palestras e leia muito. Quando mais conhecimento na mente, mais qualidade de vida!

Agora você sabe que a atividade física influencia muito mais do que apenas a nossa estética, comece hoje mesmo a praticar algum exercício físico! Com disciplina, em breve você obterá os melhores resultados. Se você ainda tem alguma dúvida, deixe o seu comentário! Para ter mais informações confira o ebook Resultados em Cinco Semanas e Você Magro!

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Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Nutrição Esportiva

Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Nutrição Esportiva

Por leonardo em 15/10/2014

Todo mundo quer ser saudável. Uma das marcas da geração Y, que vive agora seu auge, é a busca por saúde e perfis corporais perfeitos, tornando estes indivíduos cada vez mais preocupados com o que fazem, o que comem e quais os resultados esperados das suas mudanças. Por este motivo, muitos especialistas em carreira consideram a nutrição uma das profissões do futuro, já que estes profissionais são capazes de adequar nossa alimentação e nosso estilo de vida dentro dos tão desejados parâmetros nutricionais e corporais.

Um ramo da nutrição que vem crescendo a pleno vapor é a esportiva, mas você sabe por que ela se diferencia da nutrição tradicional e se você deve ou não procurar um nutricionista esportivo? Vamos tirar estas e muitas outras dúvidas sobre este assunto neste post de hoje. Confira!

O que é Nutrição Esportiva?

Vamos começar definindo o que é este ramo da nutrição. A nutrição esportiva é a prática de técnicas nutricionais e alimentares direcionadas para a prática de exercícios físicos, com foco na melhora do desempenho, da performance e até mesmo de padrões corporais preestabelecidos para praticantes e atletas.

Quem pode atuar nesta área?

Teoricamente qualquer profissional formado em um curso de nutrição reconhecido pelo MEC pode atuar como nutricionista esportivo, já que este assunto é um dos componentes da grade escolar das faculdades de nutrição. De qualquer maneira, ainda é recomendado que estes profissionais passem por um curso de pós-graduação lato sensu ou stricto sensu, que aborde o tema, para que se tornem especialistas no assunto.

Recomendamos que, caso você opte por se consultar com um nutricionista esportivo, verifique se ele realizou cursos ou pós-graduações direcionadas a este assunto, para garantir que ele está apto para te ajudar a atingir seus objetivos finais.

Quem pode se beneficiar deste tratamento?

Não é qualquer paciente que deve procurar a ajuda de um nutricionista esportivo. Este profissional, conforme discutimos no item anterior, é especializado em tratar necessidades nutricionais de atletas ou praticantes de algum tipo de atividade física. Se você tem como objetivo final somente perder alguns quilinhos, ganhar peso, tratar algum distúrbio alimentar ou doença relacionada com a alimentação, o nutricionista esportivo não é o seu profissional. Este especialista vai trazer melhor resultado a frequentadores de academia, praticantes de atividade física regular leve, intensa ou moderada, esportistas e atletas de ponta.

Por que ela é diferente da nutrição normal?

A nutrição esportiva segue premissas do ramo da nutrição clínica, já que é também voltada para o monitoramento do metabolismo energético e nutricional do corpo humano. A diferença destes dois profissionais é que o nutricionista clínico é responsável por tratar distúrbios nutricionais relacionados a doenças ou a qualidade da alimentação de um indivíduo comum, que só tem como objetivo final a melhora da qualidade de vida. Já o nutricionista esportivo tem como objetivo influenciar na melhora da prática esportiva de algum atleta, alterar a composição corporal de algum frequentador de academia ou reforçar a alimentação de quem pratica atividades físicas intensas.

O que são Suplementos? Eles são essenciais na Prática Esportiva?

A nutrição esportiva anda de mãos dadas com a temática dos suplementos nutricionais. Os suplementos nutricionais são, originalmente, complementos alimentares de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas ou minerais, que são oferecidos a indivíduos que estão com deficiência de algum destes nutrientes na sua alimentação diária.

Os suplementos sempre foram utilizados na prática clínica, para reforçar o estado nutricional de pacientes debilitados por alguma doença ou internados a longo prazo em um hospital. A utilização destes complementos alimentares na atividade física começou a ser explorada quando a ciência descobriu que atletas apresentavam necessidades nutricionais muito elevadas quando comparados a indivíduos normais. Além disso, muitas vezes eles não eram capazes de suprir esta deficiência através da alimentação. Sendo assim, muitos profissionais da área da saúde começaram a suplementar seus atletas e obter melhores resultados em suas performances esportivas.

Hoje em dia, a suplementação é considerada essencial para praticantes de atividades físicas que gastam mais de uma hora em algum exercício. A reposição de carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e até gorduras é feita de maneira individualizada, de acordo com a necessidade de cada praticante.

Algumas pessoas ainda são capazes de repor estas deficiências nutricionais somente através da alimentação, dispensando portanto o uso de suplementos, mas a utilização ou não-utilização destes produtos na alimentação diária de um praticante deve ser definida por um nutricionista esportivo.

Posso me suplementar sem a ajuda de um Nutricionista?

Qualquer um pode entrar em uma loja de suplementos nutricionais e comprar um dos produtos disponibilizados para consumo, mas esta não é a atitude recomendada se você quer alcançar seus objetivos com saúde. Somente o nutricionista, e em especial o especializado em esportes, vai saber te indicar qual suplemento utilizar e qual a quantidade ideal para seu consumo, garantindo atingir suas metas de maneira mais rápida e eficiente.

Como é a atuação do Nutricionista Esportivo em clínicas?

O nutricionista esportivo é capaz de atender em clínicas e consultórios particulares, recebendo praticantes de musculação, esportes, e, até mesmo, atletas que precisam de um tratamento individualizado mais restrito. Neste ambiente ele atua como um nutricionista clínico, explorando as necessidades do paciente através de uma anamnese e prescrevendo um plano nutricional individualizado para cada um deles. Os resultados são acompanhados e ajustados em visitas posteriores.

Como é a atuação do Nutricionista Esportivo em Esportes?

O nutricionista que atua diretamente com esportes pode atender em clínica individualizada, conforme citamos no item acima, ou trabalhar em um clube ou time, contratado como parte do corpo de profissionais do local. Neste segundo caso, além de cuidar diretamente da produção da alimentação destes profissionais, ele também avalia necessidades individuais de cada atleta, visando a melhora da performance destes indivíduos.

Um Educador Físico pode substituir o Nutricionista na Minha Nutrição?

A prática da prescrição e orientação nutricional é considerada exclusiva do nutricionista, de acordo com a legislação do Conselho Federal de Nutricionistas. Por este motivo, qualquer profissional de Educação Física (especialmente professores de academia e treinadores) que realizam esta prática estão infringindo a legislação e agindo com má fé e falta de ética com seus alunos. Este tipo de atitude, se denunciada ao Conselho de Educadores Físicos de sua região, pode acarretar multa e suspensão da autorização da prática por estes profissionais.

Agora que você já sabe tudo sobre nutrição esportiva, já está pronto para escolher seu profissional? Não deixe de nos contar um pouco sobre suas experiências e objetivos alcançados com o auxílio deste profissional. Deixe o seu comentário!